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Câncer de ovário: Novidades no tratamento

8 de maio de 2017

O câncer de ovário é um tumor ginecológico que se instala predominantemente em mulheres acima de 50 anos. A probabilidade de uma mulher desenvolver câncer de ovário durante a vida é de 1 em 71, o que torna sua incidência relativamente rara. Devido a sua localização, o câncer de ovário tem um crescimento na maioria das vezes silencioso e com poucas manifestações clínicas em seu início.

Nos últimos anos, vários estudos foram apresentados na busca de novos medicamentos não quimioterápicos, visando melhorar os resultados do tratamento em pacientes com a doença. Duas medicações, que atuam de modo parecido contra as células do câncer de ovário, impedindo que o DNA das células malignas seja restaurado após uma agressão, foram apresentadas no último semestre pelo grupo de oncologia de Harvard. Uma das medicações foi associada à redução do tumor em 25 a 65% das mulheres tratadas; e a outra, quando aliada a quimioterapia, também teve excelentes resultados retardando em meses a piora da doença.

Ambos os medicamentos ainda estão em fase de estudos avançados e ainda não foram aprovadas, mas já surgem como promissoras alternativas no tratamento de câncer de ovário devido elevadas taxas de resposta, poucos efeitos colaterais e ação contra o tumor diferente das quimioterapias tradicionais.

É importante atentar ao fato de que grandes avanços foram alcançados com a missão de beneficiar as pacientes. Alguns deles já disponíveis no nosso meio. Os exemplos aqui relatados servem também de estímulo para que as mulheres com câncer de ovário se mantenham firmes e esperançosas com as conquistas que vem surgindo no dia a dia.

Publicação redigida baseada no texto para a Revista Veja por Fernando Cotait Maluf, Chefe do Departamento de Oncologia Clínica do Centro Oncológico Antônio Ermírio de Moraes – Beneficência Portuguesa e Oncologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.